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Pedro Cajueiro

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Matéria Escura

T2 · E5 — Love and Be Loved · ★ 9,0/10

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“Matéria Escura conseguiu fazer algo que Dark nunca fez comigo: me confundir. A multiplicação de mesmos personagens de forma tão rápida no final da segunda temporada, e ainda o hiato gigante que existe hoje entre uma temporada e outra acaba fazendo a gente esquecer de detalhes. Eu já estava um pouco esgotado da corrida de gato e rato, onde a gente sempre desconfia de um Jason ou de um Ryan. Até que chegou o 5º episódio da 2ª temporada. Quando Jason encontra a mãe a gente fica esperando o pior, mas esse episódio destrói, para nossa sorte, nossas expectativas e nos entrega um roteiro recheado de amor e de ser amado. E finalmente passamos a conhecer Jason além do físico. Um Jason humano, filho, irmão, que é capaz de fincar raízes apesar de tudo. E como uma mãe reage ao ter de volta o filho que morreu aos 16 anos. O episódio praticamente não tem diálogos, mas entrega as melhores interações de toda a temporada.”

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Falando a Real

Produção

“Só de pensar que era mais uma série de analistas, me deu preguiça. Fui desconfia…”

“Só de pensar que era mais uma série de analistas, me deu preguiça. Fui desconfiando de Falando a Real por um tempo, apesar de Harrison Ford no elenco e com Jason Segel, até que um dia eu resolvi dar uma chance, afinal, se é da Apple TV tem chances de valer a pena. Falando a Real é leve, divertida, c”

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Evil Dead

Cinco jovens vão passar uns dias numa cabana isolada no meio da floresta, porque aparentemente ninguém em filme de terror jamais ouviu falar em hotel. Lá, eles encontram um misteri…

Cinco jovens vão passar uns dias numa cabana isolada no meio da floresta, porque aparentemente ninguém em filme de terror jamais ouviu falar em hotel. Lá, eles encontram um misterioso livro encadernado em pele humana e, junto com ele, uma gravação capaz de despertar uma força demoníaca que transforma a viagem em um pesadelo de sangue, possessões e violência. Evil Dead, de Sam Raimi, é um daqueles filmes em que a pergunta “o que pode dar errado?” recebe uma resposta bastante objetiva: tudo. A cabana vira um inferno particular, os amigos começam a ser possuídos um por um e Ash, interpretado por Bruce Campbell, descobre que sobreviver à noite vai exigir muito mais do que coragem — vai exigir disposição para enfrentar os próprios amigos. O filme é brutal, inventivo e surpreendentemente divertido. Raimi transforma orçamento limitado em linguagem cinematográfica: câmera enlouquecida, efeitos práticos, sangue para dar e vender e uma criatividade que parece ter sido alimentada por três cafés e uma vontade genuína de traumatizar o espectador. E ainda existe Evil Dead II, que praticamente refaz a ideia original com ainda mais humor, insanidade e Bruce Campbell, e Army of Darkness, que leva Ash para a Idade Média e transforma o horror em uma aventura escrachada. Mas é aqui, na primeira visita àquela cabana maldita, que nasce uma das franquias mais divertidas e influentes do terror. Se você ouvir uma gravação estranha numa cabana abandonada, não escute. Se encontrar um livro feito de pele humana, não abra. E, principalmente, se alguém disser “vamos passar o fim de semana na floresta”, finja que não conhece a pessoa.

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3 from Hell

Depois de sobreviverem ao que parecia ser uma sentença definitiva em Rejeitados pelo Diabo, Otis e Baby Firefly estão de volta. Porque aparentemente nem uma quantidade industrial d…

Depois de sobreviverem ao que parecia ser uma sentença definitiva em Rejeitados pelo Diabo, Otis e Baby Firefly estão de volta. Porque aparentemente nem uma quantidade industrial de tiros é suficiente para convencer essa família de que talvez seja hora de parar. Em 3 from Hell, Rob Zombie retoma a família Firefly e transforma a sobrevivência de seus protagonistas em uma espécie de piada macabra. Otis, interpretado por Bill Moseley, continua sendo uma das criaturas mais repulsivas e carismáticas do cinema de terror. Baby, vivida por Sheri Moon Zombie, mantém sua combinação de insanidade, violência e energia de quem deveria ser proibida de chegar perto de qualquer objeto cortante. O filme ainda traz Richard Brake como Foxy, personagem que entra para ocupar o espaço deixado por Captain Spaulding, interpretado pelo inesquecível Sid Haig. A presença de Haig torna o filme inevitavelmente melancólico, mas também reforça a sensação de que estamos diante do capítulo final de uma família que simplesmente se recusa a morrer. É o terceiro e último filme da Trilogia da Família Firefly, depois de A Casa dos 1000 Corpos e Rejeitados pelo Diabo. Talvez seja o menos inspirado dos três, mas continua oferecendo sangue, violência, humor perverso e aquela estética de Rob Zombie que parece ter sido desenvolvida em algum lugar entre um ferro-velho, um pesadelo e um bar às quatro da manhã. No fim, a família Firefly continua fiel à sua filosofia: se você achou que estava seguro, provavelmente já está morto.

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Devil's Rejects

Se A Casa dos 1000 Corpos apresenta a família Firefly como uma coleção de psicopatas, Rejeitados pelo Diabo decide soltá-los no mundo. Depois do massacre do primeiro filme, Otis, B…

Se A Casa dos 1000 Corpos apresenta a família Firefly como uma coleção de psicopatas, Rejeitados pelo Diabo decide soltá-los no mundo. Depois do massacre do primeiro filme, Otis, Baby e Captain Spaulding sobrevivem a uma emboscada policial e começam uma fuga pelo interior dos Estados Unidos, deixando um rastro de cadáveres, sangue e problemas psiquiátricos para quem tiver o azar de cruzar seu caminho. Bill Moseley e Sheri Moon Zombie estão particularmente à vontade como Otis e Baby, dois monstros que parecem ter descoberto que a crueldade também pode ser uma forma de entretenimento. O filme abandona boa parte do terror de parque de diversões de A Casa dos 1000 Corpos e assume uma estética de road movie criminal, western sujo e pesadelo americano. E há algo ainda mais perturbador: em determinados momentos, Rob Zombie consegue fazer você acompanhar esses assassinos como se fossem protagonistas de uma aventura. Você sabe que está torcendo pelas pessoas erradas. E a série de acontecimentos só piora essa culpa. É o segundo capítulo da Trilogia da Família Firefly, entre A Casa dos 1000 Corpos e 3 from Hell. E, para muita gente, é justamente o melhor dos três, porque aqui o choque deixa de ser apenas visual e passa a ser moral.

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A Casa dos 1000 Corpos

Rob Zombie estreia na direção de longas com uma família que parece ter saído de um pesadelo febril de alguém que passou a noite inteira assistindo a filmes de terror. Dois jovens c…

Rob Zombie estreia na direção de longas com uma família que parece ter saído de um pesadelo febril de alguém que passou a noite inteira assistindo a filmes de terror. Dois jovens casais pegam a estrada em busca de atrações macabras e acabam caindo nas mãos da família Firefly, um bando de psicopatas para quem torturar, mutilar e matar parece ser apenas uma maneira particularmente animada de passar o domingo. Sid Haig, como o insano Capitão Spaulding, já deixa claro que aquilo não vai terminar bem. Bill Moseley, Sheri Moon Zombie e companhia completam o quadro de criaturas que parecem ter sido criadas especificamente para fazer qualquer pessoa repensar a ideia de pedir carona. O filme é sujo, grotesco, barulhento e deliberadamente desagradável. A Casa dos 1000 Corpos não quer exatamente assustar você: quer colocá-lo dentro de uma casa onde a humanidade parece ter sido despejada junto com o lixo. É o primeiro filme da Trilogia da Família Firefly, seguido por Rejeitados pelo Diabo e 3 from Hell. E talvez seja o mais caótico dos três, como se Rob Zombie tivesse decidido descobrir até onde poderia levar o mau gosto antes que alguém o impedisse. Enquanto você pensa: caramba, vai dar merda, saiam daí!

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Black Rabbit

Quando o dono de um dos restaurantes mais badalados de Nova York permite que o irmão problemático volte à sua vida, sua trajetória de sucesso começa a sair dos trilhos. O reencontr…

Quando o dono de um dos restaurantes mais badalados de Nova York permite que o irmão problemático volte à sua vida, sua trajetória de sucesso começa a sair dos trilhos. O reencontro reabre antigas feridas e arrasta os dois para um mundo de dívidas, crime, lealdades perigosas e escolhas cada vez mais difíceis. Entre a ambição de construir um império e a necessidade de proteger a própria família, os irmãos precisam enfrentar um passado que ameaça destruir tudo o que conquistaram. Indicado ao Emmy 2026, e com atuações magistrais de Law e Bateman, que também dirige episódios, Black Rabbit é um thriller dramático sobre família, poder, culpa e o preço de tentar escapar das próprias origens.

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Sereias

Você clica na série pra ver a jovem Rhaenyra em outro papel, mas se encanta mesmo é pela irmã dela, Kevin, ou melhor: Devon. A partir daí, Sereias parece querer contar uma história…

Você clica na série pra ver a jovem Rhaenyra em outro papel, mas se encanta mesmo é pela irmã dela, Kevin, ou melhor: Devon. A partir daí, Sereias parece querer contar uma história bastante específica: uma mulher vai até uma ilha paradisíaca para confrontar a irmã, que vive cercada de luxo, riqueza e uma espécie de devoção quase religiosa pela sua chefe. Mas será que estamos entendendo tudo errado? A série brinca justamente com essa sensação. Ela apresenta uma situação, faz você acreditar que sabe quem é vítima, quem é manipulador e quem está no controle. Quando você percebe, já está desconfiando de todo mundo. E talvez de suas próprias conclusões. O grande mérito está nos personagens complexos, que nunca cabem confortavelmente na categoria de mocinho ou vilão. Julianne Moore está ótima como a excêntrica e poderosíssima Michaela, enquanto Meghann Fahy, como Devon, vai muito além da primeira impressão e acaba se tornando o coração da série. E Milly Alcock (jovem Rhaenyra), de domadora de dragões pode estar muito bem agora do outro lado. O humor é sutil, refinado e aparece justamente quando você menos espera. Nada de personagens fazendo piada para avisar que a cena é engraçada: aqui, o absurdo está nas situações, nos diálogos e principalmente na maneira como essas pessoas enxergam a própria realidade. Uma série sobre poder, dinheiro, desejo, irmandade e manipulação. E sobre a nossa capacidade de escolher rapidamente quem está certo e tirar conclusões precipitadas. Ou não.

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Fallout

Imagine acordar 200 anos depois do apocalipse e descobrir que o mundo acabou, mas aparentemente ninguém avisou que precisava levar roupa adequada. Fallout transforma o universo dos…

Imagine acordar 200 anos depois do apocalipse e descobrir que o mundo acabou, mas aparentemente ninguém avisou que precisava levar roupa adequada. Fallout transforma o universo dos games em uma mistura de ficção científica, faroeste pós-apocalíptico, violência e humor macabro. No centro da história está Lucy MacLean, vivida por Ella Purnell, uma protagonista ótima: carismática, convincente e cada vez mais interessante à medida em que abandona a ingenuidade do seu abrigo para descobrir o que realmente existe do lado de fora. Olhos gigantes, "mas" você se acostuma com eles. E aí ela tem o azar de ter como parceiro de jornada Maximus (Aaron Moten). Além do nome ser uma bela porcaria, porque suja a memória de Maximus Décimus Meridius (personagem de Russel Crowe em O Gladiador), o ator termina de enterrar qualquer chance da gente gostar dele: a atuação parece ter sido gravada com o orçamento emocional de um pires. Já Ghoul, interpretado por Walton Goggins, rouba a cena. Ele reúne antipatia e carisma em um personagem toscamente divertido. Depois que você se acostuma com um rosto sem nariz fica mais fácil ainda. A primeira temporada é excelente: visualmente inventiva, violenta na medida certa e com aquele humor sombrio que faz você pensar se deveria mesmo estar rindo. A história consegue agradar tanto quem conhece os jogos quanto quem nunca chegou perto de um Pip-Boy (e pense num negócio difícil de operar). Aí vem a segunda temporada que joga um balde de água fria em tudo que você amou amar: perde boa parte do impacto, tropeça no próprio roteiro e transforma personagens que funcionavam muito bem em versões menos interessantes de si mesmos. Ainda tem o dinheiro na tela, mas parece faltar aquela faísca que fazia a primeira temporada ser divertida. Fallout vale muito pela primeira temporada especialmente por Lucy e pelo Ghoul. Depois disso, fica a pergunta mais assustadora de todas: quem aprovou esses roteiros?

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Better Call Saul

O advogado fanfarrão de Breaking Bad retorna aqui com uma série spin-off. Ela se passa anos antes de Breaking Bad, apesar de Jimmy McGill aparentar mais velho. E Mike, então, parec…

O advogado fanfarrão de Breaking Bad retorna aqui com uma série spin-off. Ela se passa anos antes de Breaking Bad, apesar de Jimmy McGill aparentar mais velho. E Mike, então, parece mais maracujá maduro ainda. Jimmy é um advogado talentoso, mas acostumado a viver à sombra do irmão e a lutar para conquistar seu espaço. Enquanto tenta construir uma carreira respeitável, sua habilidade para driblar regras e encontrar atalhos o aproxima cada vez mais do mundo do crime. Rhea Seehorn está irresistível na pele de Kim Wexler, a comparsa e parceira amorosa de Jimmy. Entre golpes, dilemas morais, relações complicadas e escolhas que cobram um preço alto, Jimmy começa a se transformar em Saul Goodman: o advogado que não pergunta até onde pode ir, mas quanto pode cobrar. Apesar disso, seu senso de moral e justiça funcionam, e você vai torcer por ele.

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Succession

Pense numa família que só pensa em poder. Em uma família tão rica que o dinheiro deixou de ser problema e passou a ser uma arma. Logan Roy, interpretado pelo monumental Brian Cox, …

Pense numa família que só pensa em poder. Em uma família tão rica que o dinheiro deixou de ser problema e passou a ser uma arma. Logan Roy, interpretado pelo monumental Brian Cox, é o dono de um império de mídia e entretenimento e está velho demais para continuar no comando, mas lúcido o suficiente para não entregar a empresa de bandeja para nenhum dos quatro filhos. E que filhos. Kendall Roy (Jeremy Strong) quer desesperadamente provar que nasceu para ser o sucessor. Kendall é um Michael Scott sem o carisma, e sem a graça. Um personagem que te oferece o constrangimento. Roman Roy (Kieran Culkin) transforma trauma em piada e parece incapaz de levar qualquer coisa a sério. O irmão Culkin que deu (mais) certo. Shiv Roy (Sarah Snook) - suspiro - é provavelmente a mais esperta da família, o que não significa que seja menos problemática. E Connor Roy (Alan Ruck) está ocupado demais concorrendo à presidência dos Estados Unidos para perceber que ninguém pediu. Enquanto isso, Tom Wambsgans (Matthew Macfadyen), o genro que faria qualquer coisa para subir na hierarquia, e Greg Hirsch (Nicholas Braun), o primo desajeitado que descobriu que até um idiota pode ter um plano, orbitam esse zoológico bilionário. Succession é uma mistura deliciosa de drama familiar, guerra corporativa e humor ácido. Uma série sobre pessoas que podem comprar praticamente tudo, menos o amor, o respeito e a aprovação do próprio pai. E é só o que eles queriam.

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Messiah

Uma daqueles séries nascidas para serem canceladas, e que responde a uma pergunta que muitos de nós fazemos: se o messias aparecesse na Terra hoje, o que aconteceria. Pois bem, um …

Uma daqueles séries nascidas para serem canceladas, e que responde a uma pergunta que muitos de nós fazemos: se o messias aparecesse na Terra hoje, o que aconteceria. Pois bem, um homem aparece no Oriente Médio dizendo ser enviado por Deus e rapidamente reúne milhares de seguidores. Enquanto sua influência cresce e seus feitos parecem desafiar qualquer explicação racional, uma agente da CIA começa a investigar quem ele realmente é e se está diante de um líder espiritual, de um impostor extremamente habilidoso ou de algo muito mais inexplicável. A investigação atravessa diferentes países e coloca fé, política, inteligência e crenças pessoais em rota de colisão. Messiah é um thriller sobre o poder da fé e sobre como uma mesma pessoa pode ser vista como salvador, ameaça ou fraude, dependendo de quem está olhando. Vale a pena ver mesmo sabendo que não vai ter uma segunda temporada.

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