Filme · 1981
Evil Dead
Cinco jovens vão passar uns dias numa cabana isolada no meio da floresta, porque aparentemente ninguém em filme de terror jamais ouviu falar em hotel. Lá, eles encontram um misterioso livro encadernado em pele humana e, junto com ele, uma gravação capaz de despertar uma força demoníaca que transforma a viagem em um pesadelo de sangue, possessões e violência. Evil Dead, de Sam Raimi, é um daqueles filmes em que a pergunta “o que pode dar errado?” recebe uma resposta bastante objetiva: tudo. A cabana vira um inferno particular, os amigos começam a ser possuídos um por um e Ash, interpretado por Bruce Campbell, descobre que sobreviver à noite vai exigir muito mais do que coragem — vai exigir disposição para enfrentar os próprios amigos. O filme é brutal, inventivo e surpreendentemente divertido. Raimi transforma orçamento limitado em linguagem cinematográfica: câmera enlouquecida, efeitos práticos, sangue para dar e vender e uma criatividade que parece ter sido alimentada por três cafés e uma vontade genuína de traumatizar o espectador. E ainda existe Evil Dead II, que praticamente refaz a ideia original com ainda mais humor, insanidade e Bruce Campbell, e Army of Darkness, que leva Ash para a Idade Média e transforma o horror em uma aventura escrachada. Mas é aqui, na primeira visita àquela cabana maldita, que nasce uma das franquias mais divertidas e influentes do terror. Se você ouvir uma gravação estranha numa cabana abandonada, não escute. Se encontrar um livro feito de pele humana, não abra. E, principalmente, se alguém disser “vamos passar o fim de semana na floresta”, finja que não conhece a pessoa.
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